quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ninguém a outro ama

Ninguém a outro ama, senão que ama
O que de si há nele, ou é suposto.
Nada te pese que não te amem. Sentem-te
Quem és, e és estrangeiro.
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.

Firme contigo, sofrerás avaro
De penas.

Fernando Pessoa

Nenhum comentário:

Postar um comentário