quinta-feira, 31 de março de 2011

Em minha porta...

Eu a vi, seminua, a esbanjar tuas pernas e teu riso aos pagos viajantes. Encurralada por famintos, confortando-se apenas com a recompensa por algum gozo ou qualquer outra forma de prazer. Em qualquer beco, qualquer banco, e dependendo do dia, a qualquer preço. [...]
Sei, moça, que em poucas horas a noite será uma lembrança vaga, pois que nenhum destes deixa rastro em seus sentimentos, apenas um pouco de tédio na memória corporal e, principalmente, um pouco de dinheiro...
e o que há de se fazer, moça?...

Giulliany Feitosa

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